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Lazaro Ramos conta detalhes de sua infância no bairro da federação em Salvador

Em entrevista a apresentadora Cristiana Fernandes, Lazaro contou um pouco sobre sua infância em Salvador, crescer e morar na cidade. “Eu gosto de falar minha infância em Salvador, sempre citando que fui criado numa casa com quintal, que eu acho que faz toda a diferença na infância de uma criança. O quintal na casa de “dindinha”, na Federação, onde eu fui criando, foi o lugar onde eu pude exercitar minha criatividade, um lugar onde eu me sentia protegido, um lugar onde eu recepcionava os meus amigos que iam sempre para o quintal, então eu estava sempre interagindo com os meus amigos do colégio, primos, com a minha comunidade que era o bairro da Federação e do Garcia e assim eu fui criando, acho que isso fez toda a diferença para minha vida. Não fui muito menino de estar na rua porque minha criação foi muito rígida, eu só ia para rua sábado e domingo ás vezes. A semana toda hora de brincar era no quintal, mas foi uma infância que eu acho que foi muito legal porque foi uma infância repleta de carinho dado pela minha família e repleta de mensagem de autoestima e isso faz toda a diferença para uma criança negra. E toda a minha família, me dizia o tempo todo você é capaz, você é bonito. Acho que fez toda a diferença”.

Por esses motivos, Lázaro Ramos foi parar no Pelourinho, onde se encontrou após entrar na arte, passando também, pelo Liceu de Artes e Ofícios da Bahia, casa que gerou uma diversidade de artistas que fazem sucesso hoje.

“Eu comecei a fazer teatro no Colégio Anízio Teixeira, em Caixa D’água e depois com 14 ou 15 anos de idade eu entrei no Bando de Teatro Olodum, que ainda ensaiava na escola de medicina que na época não estava reformada e a gente ensaiava ali. E esse período em que eu fazia teatro no Pelourinho, entrei no “Cuida Bem de Mim”, o espetáculo do Liceu que fez toda diferença na minha formação artística, porque ali eu pude, primeiro, exercitar a cultura popular, enquanto artista, estar próximo da cultura popular, estar próximo do povo, estar próximo de alguns conceitos de autoestima, de lutas pelo seus direitos, cidadania tudo isso eu vivi ali e foi uma semente que de certa forma, acho que me define até hoje. Eu não consigo deixar de ser aquele menino de 14,15 anos que vivia no Pelourinho, fazendo teatro, vivendo a minha arte, acho que isso ainda me alimenta, tanto é que quando eu vou fazer alguma escolha dar alguma entrevista eu vejo esse menino falando ainda hoje apesar de eu  já ter 36 anos.”

Ao ser convidado para conhecer a sede da TV Pelourinho, que conta com o projeto Rede TV Jovem, que atende jovens baianos, organização de capacitação técnica em audiovisual. O ator falou sobre a importância do projeto. “Eu acho maravilhoso empoderar pessoas para que elas usem a câmera. Durante muito tempo aqui nesse país, as câmeras, estiveram nas mãos de poucas pessoas e acho que isso é uma arma muito poderosa e pouca gente terem acesso a ela. Eu não falo arma somente relacionada a o cunho social, eu falo arma também, enquanto produção de arte, produção de entretenimento e também como arma de transformação social. Acho que é maravilhoso a gente poder dar ferramentas pra outros jovens conseguirem lidar com esse mecanismo que é transformador sim e que é de muita responsabilidade porque a gente está produzindo informação, dando informação educando o olhar das pessoas para novos olhares, para novas perspectivas, então quando você tem uma diversidade de pessoas com o microfone na mão, eu acho que o mundo fica mais legal.” Concluiu.

Sobre qual mensagem passar para os jovens que ainda estão em dúvida de como seguir a vida de ante de um mundo tão confuso. Lazaro ressaltou, “Acho que primeiro não existe certeza nenhuma na vida nem pro sucesso, nem para o fracasso. O não a gente já tem, então temos que meter as caras, acreditar nos nossos sonhos e batalhar para realiza-los. Zózimo Bulbul grande ator, grande cineasta, negro, brasileiro uma vez me disse quando fui entrevistar ele: “você está fazendo entrevista, né que legal olha essa câmera, isso é uma arma use-a”. Acho que hoje em dia temos vários mecanismos, a gente está num mundo de transformação, o jovem está em transformação e precisam saber que as armas todas estão aí, pode usar várias delas. E tem um negócio muito legal que eu gosto muito de dizer, as vezes as pessoas gostam de dizer: a menino vá procurar seu lugar. Então eu acho que é isso, seu lugar é onde você sonhar  estar. Então o limite é você mesmo que dá. Dificuldade existe, claro que tem, mas é isso, o não a gente já tem, vamos em busca do sim.

Assista a entrevista na integra. Vá à aba de programas e click em Tudo Que Há.

 

Jorge Farias